Ela o espera.
A decoração moderna da sala, sabe-se lá por quê, faz com que se sinta à vontade.
Ele chega, um sorriso simpático, um aperto de mãos.
Ele fala, a voz grave.
Entrevista sobre negociações na bolsa de valores.
Ele fala ao telefone, a voz sempre grave.
Ela imagina.
Ela adoraria ouvir ordens daquela voz grave.
Ser maltratada por aquela voz grave.
Por aqueles braços fortes.
Ela imagina.
Ele fala.
Ela imagina, ela imagina.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Escritos de um papel cor-de-rosa
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