Após o almoço, ela paga a conta no caixa e resolve levar um bombom. Caminha tranqüilamente sob o calor do primeiro dia de inverno; a blusa decotada insinua o desenho de seus seios. No caminho de volta ao trabalho, ela come o bombom.
Na terceira mordida, o chocolate derretido do recheio do bombom escorre pelos dedos da mão direita. Atrevida, ela guarda os dedos sujos para lambê-los na frente dos homens que cruzam seu caminho.
De longe, avista o colega de redação com quem troca olhares. Da boca, leva sem pressa o dedo com chocolate até o seio que se insinua, tatuado com uma orquídea negra. E continua seu caminho normalmente. No papel de desconhecida, representa. A última mordida no bombom, olhares lascivos, displicência intencional. Não se preocupa em saber se ele entra no jogo. É todo dela o prazer de se sentir indecente.
domingo, 6 de julho de 2008
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