quarta-feira, 1 de julho de 2009

A casa ideal

Então aquele caixote de porta cinza virou a minha casa.
A janela é menor do que eu desejava, mas tem o tamanho suficiente para manter o caixote claro durante todo o dia (o que, incrivelmente, nem sempre acontece em Brasília).

Não vou mais ouvir o som de violinos desafinados nem sentir aquele cheiro de cola, que vinham do Ateliê de Violinos, antigo vizinho. Nem terei o desprazer de escutar todas as manhãs o vizinho asqueroso que fazia questão de escarrar bem abaixo da antiga janela. Que alívio.

Agora ouço o barulho de carros (um fluxo que parece sempre constante) e sinto um cheiro de comida que parece nunca se contentar com o espaço do seu caixote encerrado por sua porta cinza. E tenho agora um neighbour, PhD por alguma American University, que faz desde "sessões de psicanálise" até "missões" (há uma lista dos seviços oferecidos pregada à porta).

Continuo não tendo uma vista perfeita, a casa está longe de ser aquela dos sonhos. Mas agora, neste momento, é a ideal porque é minha.

3 comentários:

Barone disse...

"Continuo não tendo uma vista perfeita, a casa está longe de ser aquela dos sonhos. Mas agora, neste momento, é a ideal porque é minha."

BAR DO BARDO disse...

Umbigo e diamante...

Anônimo disse...

Querida Ná,saudades!
Isa