Então aquele caixote de porta cinza virou a minha casa.
A janela é menor do que eu desejava, mas tem o tamanho suficiente para manter o caixote claro durante todo o dia (o que, incrivelmente, nem sempre acontece em Brasília).
Não vou mais ouvir o som de violinos desafinados nem sentir aquele cheiro de cola, que vinham do Ateliê de Violinos, antigo vizinho. Nem terei o desprazer de escutar todas as manhãs o vizinho asqueroso que fazia questão de escarrar bem abaixo da antiga janela. Que alívio.
Agora ouço o barulho de carros (um fluxo que parece sempre constante) e sinto um cheiro de comida que parece nunca se contentar com o espaço do seu caixote encerrado por sua porta cinza. E tenho agora um neighbour, PhD por alguma American University, que faz desde "sessões de psicanálise" até "missões" (há uma lista dos seviços oferecidos pregada à porta).
Continuo não tendo uma vista perfeita, a casa está longe de ser aquela dos sonhos. Mas agora, neste momento, é a ideal porque é minha.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
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3 comentários:
"Continuo não tendo uma vista perfeita, a casa está longe de ser aquela dos sonhos. Mas agora, neste momento, é a ideal porque é minha."
Umbigo e diamante...
Querida Ná,saudades!
Isa
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